Após anos de rotinas mais caseiras, 2025 marca a consolidação de um retorno mais intenso às atividades presenciais. Com isso, muitos tutores têm notado mudanças no comportamento de seus cães e gatos, especialmente sintomas de ansiedade de separação — um transtorno emocional que afeta animais que ficam sozinhos por longos períodos.
Choros excessivos, destruição de objetos, latidos contínuos e até alterações digestivas são alguns sinais que indicam sofrimento emocional nos pets. A mudança brusca na presença do tutor, aliada a um ambiente sem estímulos, pode desencadear esse tipo de comportamento, especialmente em animais que se acostumaram com companhia constante.
Especialistas recomendam medidas simples, como enriquecimento ambiental, passeios regulares, uso de brinquedos interativos e treinos de autonomia. “É importante ensinar o pet a ficar bem mesmo quando está sozinho”, explica a adestradora comportamental Melissa Rocha.
Nas clínicas, a demanda por consultas relacionadas a comportamento cresceu consideravelmente. Uma veterinaria Zona Oeste, por exemplo, registrou aumento de 30% na busca por orientação sobre ansiedade e estresse em cães desde o início do ano. “Muitos tutores vêm em busca de ajuda ao perceber mudanças sutis no comportamento dos pets”, afirma a equipe da clínica.
Além do acompanhamento veterinário, o suporte de especialistas em comportamento animal tem sido cada vez mais procurado. O objetivo é garantir que a saúde mental dos pets também seja levada a sério, assim como sua saúde física.
Com a rotina mudando para humanos e animais, entender as emoções dos pets se torna essencial. E, em 2025, o cuidado emocional deixa de ser um detalhe — passando a ocupar um lugar central no bem-estar dos nossos companheiros de quatro patas.


